231 pessoas que disputam a interpretação da economia no Brasil — em jornal, TV, rádio, YouTube e no X. Cada uma posicionada em dois eixos: frente ao governo e frente ao establishment. Critério amplo de propósito: não exige diploma de economista, exige falar de economia em público e com regularidade.
Horizontal: quanto legitima Estado, tributação, reserva de mercado e autoridade — à esquerda, quem põe o indivíduo acima da autoridade. Vertical: posição frente ao governo Lula. O tamanho do ponto é o índice de impacto. Clique na legenda para isolar um grupo.
Os 231 nomes cruzados nos dois eixos. A coluna do meio e a linha do meio são quem não tem alinhamento estável — não é ausência de posição, é posição que varia conforme o tema.
| Anti-establishment | Intermediário | Pró-establishment | Total |
|---|
A correlação entre eles é de 0,90: saber a posição de alguém frente ao governo já prevê quase toda a posição frente ao establishment. Só duas das 231 pessoas ocupam o quadrante "opõe-se ao governo mas defende instituições e tributação" — Marcus Pestana e Everardo Maciel.
Parte disso é real: no Brasil de hoje as duas disputas se sobrepõem mesmo. Mas parte é do método — a posição no eixo do establishment é derivada da escola de pensamento, e a escola já carrega orientação política. Para separar de verdade, a próxima versão precisa classificar o eixo por posições concretas (autonomia do Banco Central, tributação de dividendos, privatização, reserva de mercado, arcabouço fiscal), uma a uma, em vez de deduzir da escola.
Pelo nome — cada pessoa tem um perfil com os temas que trata, as publicações agrupadas por assunto, citações e filiação. Ou pelo assunto — quem escreve sobre o quê.
31 assuntos, e quem mais escreve sobre cada um.
Em cada tema, o par de opções que domina — e a alternativa que quase ninguém considera. Mais: quantos nomeiam a coerção por trás de cada obrigação.
Análise de conteúdo: quem define, a quem atribui a causa e quem explica o mecanismo da perda.
Clique em qualquer nome na tabela abaixo ou em um ponto do mapa.
Cada medida capta uma coisa diferente e nenhuma sozinha define influência — por isso as três aparecem separadas, não fundidas num número só.
Clique no nome para abrir o perfil: temas tratados, publicações por tema, citações e filiação. Ordene por qualquer coluna. Célula vazia = não coletado, nunca zero medido.
| # | Nome | Grupo | Escola | Gov. | Estab. | Folha 25+ | Seguidores X | Citações | Impacto |
|---|
Ele mede duas coisas que no Brasil
não andam juntas: est_econ (tamanho do Estado, tributação, reserva de mercado)
e est_autoridade (deferência à autoridade vs. livre-arbítrio).
Um ex-presidente do BC é pró-mercado e institucionalista ao mesmo tempo; um austríaco é
negativo nos dois. O eixo é a média — os componentes estão no CSV.
Cada pessoa recebe uma escola de pensamento, e cada escola tem coordenadas fixas numa tabela do código. Mudar a régua é editar uma linha e reprocessar. O critério fica auditável em vez de embutido em julgamento caso a caso.
Menções na Folha (acervo e desde 2025), seguidores no X lidos no perfil, citações e h-index no OpenAlex, e presença multicanal. Combinadas em escala logarítmica — 2,8 milhões de seguidores não valem mil vezes 2.800.
Citação só é atribuída quando o autor no OpenAlex passa num teste de nome, afiliação e área — e nunca para jornalistas e criadores, onde qualquer homônimo acadêmico viraria falso positivo. Handles do X só entram após conferir a bio no próprio perfil: dos cinco primeiros palpites por nome, quatro eram falsos.