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Debate econômico brasileiro · agosto de 2026

Quem fala de economia

231 pessoas que disputam a interpretação da economia no Brasil — em jornal, TV, rádio, YouTube e no X. Cada uma posicionada em dois eixos: frente ao governo e frente ao establishment. Critério amplo de propósito: não exige diploma de economista, exige falar de economia em público e com regularidade.

231no levantamento
231com menções medidas
40com perfil no X verificado
50com citações acadêmicas
O mapa

Dois eixos, quatro quadrantes

Horizontal: quanto legitima Estado, tributação, reserva de mercado e autoridade — à esquerda, quem põe o indivíduo acima da autoridade. Vertical: posição frente ao governo Lula. O tamanho do ponto é o índice de impacto. Clique na legenda para isolar um grupo.

A conta

Onde o debate se concentra

Os 231 nomes cruzados nos dois eixos. A coluna do meio e a linha do meio são quem não tem alinhamento estável — não é ausência de posição, é posição que varia conforme o tema.

Anti-establishmentIntermediárioPró-establishmentTotal

Os dois eixos medem quase a mesma coisa — e isso é um resultado

A correlação entre eles é de 0,90: saber a posição de alguém frente ao governo já prevê quase toda a posição frente ao establishment. Só duas das 231 pessoas ocupam o quadrante "opõe-se ao governo mas defende instituições e tributação" — Marcus Pestana e Everardo Maciel.

Parte disso é real: no Brasil de hoje as duas disputas se sobrepõem mesmo. Mas parte é do método — a posição no eixo do establishment é derivada da escola de pensamento, e a escola já carrega orientação política. Para separar de verdade, a próxima versão precisa classificar o eixo por posições concretas (autonomia do Banco Central, tributação de dividendos, privatização, reserva de mercado, arcabouço fiscal), uma a uma, em vez de deduzir da escola.

Navegação

Dois modos de entrar na base

Pelo nome — cada pessoa tem um perfil com os temas que trata, as publicações agrupadas por assunto, citações e filiação. Ou pelo assunto — quem escreve sobre o quê.

Temas do debate →

31 assuntos, e quem mais escreve sobre cada um.

A tesoura do debate →

Em cada tema, o par de opções que domina — e a alternativa que quase ninguém considera. Mais: quantos nomeiam a coerção por trás de cada obrigação.

Como tratam inflação →

Análise de conteúdo: quem define, a quem atribui a causa e quem explica o mecanismo da perda.

Perfis individuais

Clique em qualquer nome na tabela abaixo ou em um ponto do mapa.

Rankings

Quem aparece mais, por medida

Cada medida capta uma coisa diferente e nenhuma sozinha define influência — por isso as três aparecem separadas, não fundidas num número só.

A base

Todos os 231

Clique no nome para abrir o perfil: temas tratados, publicações por tema, citações e filiação. Ordene por qualquer coluna. Célula vazia = não coletado, nunca zero medido.

#NomeGrupo EscolaGov.Estab. Folha 25+Seguidores X CitaçõesImpacto
Como foi feito

Metodologia

O eixo do establishment é composto

Ele mede duas coisas que no Brasil não andam juntas: est_econ (tamanho do Estado, tributação, reserva de mercado) e est_autoridade (deferência à autoridade vs. livre-arbítrio). Um ex-presidente do BC é pró-mercado e institucionalista ao mesmo tempo; um austríaco é negativo nos dois. O eixo é a média — os componentes estão no CSV.

A posição vem de regra, não de opinião

Cada pessoa recebe uma escola de pensamento, e cada escola tem coordenadas fixas numa tabela do código. Mudar a régua é editar uma linha e reprocessar. O critério fica auditável em vez de embutido em julgamento caso a caso.

Quatro medidas, todas coletadas

Menções na Folha (acervo e desde 2025), seguidores no X lidos no perfil, citações e h-index no OpenAlex, e presença multicanal. Combinadas em escala logarítmica — 2,8 milhões de seguidores não valem mil vezes 2.800.

Homônimo não entra

Citação só é atribuída quando o autor no OpenAlex passa num teste de nome, afiliação e área — e nunca para jornalistas e criadores, onde qualquer homônimo acadêmico viraria falso positivo. Handles do X só entram após conferir a bio no próprio perfil: dos cinco primeiros palpites por nome, quatro eram falsos.

O que esta base ainda não mede

  • A imprensa é representada por um veículo só. Estadão, O Globo, Valor e G1 carregam a busca por JavaScript e não expõem o total — só a Folha foi utilizável. Isso favorece os colunistas da própria casa.
  • Menção não é autoria. A contagem da Folha mistura textos assinados e citações a terceiros: mede saliência no debate, não produção própria.
  • TV e rádio não têm métrica. Míriam Leitão e Sardenberg têm audiência diária que nenhuma das quatro medidas captura.
  • YouTube e Instagram não foram coletados nesta rodada — criadores digitais estão subestimados.
  • Citações estão incompletas: o OpenAlex bloqueou o IP por excesso de requisições e 181 nomes ficaram sem coleta. O cache preserva o já obtido e a coleta retoma de onde parou.
  • A classificação é da pessoa, não de cada texto. O pedido original falava em medir se as publicações são pró ou contra — aqui cada pessoa recebe uma posição a partir do conjunto do que defende publicamente. Classificar artigo a artigo exigiria análise de conteúdo dos textos, e é o passo natural seguinte.
  • Os eixos posicionam discurso público, não filiação partidária.